Le Figaro 27 de OUTUBRO de 2005
Le Figaro Paris, França 27/OUTUBRO/2005 Por Renê Sirvin
* Crítica da coreografia feita por Deborah Colker para a Cia. Sociedade Masculina - SEIS HOMENS, UMA COREÓGRAFA
Seis homens, uma coreógrafa O Ano do Brasil está reservando muitas surpresas para os franceses, tal como a Companhia Sociedade Masculina, uma das raras no mundo composta somente por homens. Seis brasileiros de horizontes diferentes, formados em disciplinas t?o diversas quanto o jazz, o esporte, o canto, a dan?a cl?ssica ou de rua, mas unidos num mesmo estilo muito s?brio.
Nenhum toque de folclore em sua dan?a, s? uma ponta de capoeira para apimentar a noitada. Seu repert?rio ? contempor?neo e, nas tr?s pe?as apresentadas no ?ltimo fim de semana em Paris, no Espace Cardin, vestem cal?as brancas, pretas ou areia e camisas de cores vivas. Seis jovens viris em traje de passeio. Chorando, de Henrique Rodovaldo, permite admirar a flexibilidade dos corpos musculosos e o rigor dos conjuntos.
A coreografia bastante geom?trica, um pouco repetitiva, evidencia um belo trabalho dos bra?os e das pernas. Saga, de Ivonice Satie, quase n?o traz novidade, ? exce??o de algumas virtuoses, piruetas cl?ssicas, ou giros na horizontal, lan?ando-se nos bra?os de um s?lido parceiro. ? somente com La?os, de Deborah Colker, que se pode falar de verdadeira coreografia. A brasileira, que se imp?s em in?meras bienais de Lyon, demonstra um talento real e um m?tier a toda prova.
Cinco jovens tornam-se um material que ela modela para criar grupos unidos de uma grande beleza. O primeiro quadro, dan?ado em c?mera lenta, revela uma constante inven??o. O n?mero cinco possibilita-lhe, al?m disso, h?beis combina??es de duos e trios que nunca se repetem. Uma coreografia contempor? nea de car?ter universal, feita por dan?arinos com uma flexibilidade bem brasileira.






