A COMPANHIA
OS ESPETÁCULOS

 

VULCÃO (1994)
VELOX (1995)
MIX (1996)
ROTA (1997)
CASA (1999)
4 POR 4 (2002)
NÓ (2005)
DÍNAMO (2006)
CRUEL (2008)
TATYANA (2011)
BELLE (2014)
VERO (2016)
CÃO SEM PLUMAS (2017)

Em 1994, a Companhia de Dança Deborah Colker subia à cena pela primeira vez no palco Theatro Municipal do Rio de Janeiro, um dos mais importantes do país, dividindo a noite com o Momix, o cultuado grupo de Moses Pendleton. Era a edição inaugural da mostra O Globo em Movimento, que se tornaria referência no panorama brasileiro da dança, e Vulcão, o espetáculo de estreia, faria jus ao nome.

 

A grande explosão, no entanto, viria no ano seguinte com Velox, que em seis meses contabilizava 55 mil espectadores. Um fenômeno que renderia à companhia uma estabilidade precoce. Em 1996, apenas dois anos depois de vir ao mundo, a Cia Deborah Colker era contemplada com o patrocínio exclusivo da Petrobras e ocupava sede própria. No mesmo ano, fazia sua primeira estreia mundial em território estrangeiro. Montado especialmente para a prestigiosa Bienal de Dança de Lyon, Mix cuidaria de projetar internacionalmente o trabalho da companhia carioca, e, cinco anos mais tarde, teria sua excelência chancelada pela Society of London Theatre, arrebatando, na categoria "Outstanding Achievement in Dance" (realização mais notável em dança), o Laurence Olivier Award 2001 – honraria jamais concedida a um artista ou grupo brasileiro.

 

De lá para cá, a Cia de Dança Deborah Colker percorreu quatro continentes apresentando-se em alguns dos palcos mais importantes do mundo, como John F. Kennedy Center (Washington, EUA), Joyce Theatre e New York City Center (Nova Iorque, EUA), Harbour Centre (Toronto, Canadá), Barbican Centre (Londres, Inglaterra), Birmingham Hippodrome (Birmingham, Inglaterra), The Play House e Festival Theatre (Edimburgo, Escócia), Maison de La Dance (Lyon, França), Centro Cultural de Belém (Lisboa, Portugal), Admiral Spalatz (Berlim, Alemanha), Stopera Muziektheater (Amsterdam, Holanda), Esplanade Theatre (Singapura, Singapura), Hong Kong Cultural Grand Theatre (Hong Kong, China), Macau Cultural Centre (Macau, China), Kanagawa Arts Centre (Tóquio, Japão), Tel Aviv Opera House (Tel Aviv, Israel), Royal Opera House Muscat (Mascate, Omã), Westpactrust St James Theatre (Wellington, Nova Zelândia), Teatro Nacional Cervantes e Opera Allianz (Buenos Aires, Argentina), entre tantos outros.

 

Com doze espetáculos na bagagem e sete em repertório, ao longo desses anos, a coreógrafa carioca e sua companhia figuraram com destaque em periódicos influentes como Evening Standard, Metro, The Daily Telegraph, The Guardian, The Independent, The Stage, The Sunday Telegraph, The Sunday Times, The Telegraph, The Times e Time Out (Reino Unido); Danse Conservatoire e Le Figaro (França); Der Tagesspiel, Die Rheinpfalz, Koegler Journal, Thüringer Allgemeine, TLZ | Thüringische Lansdeszeitung (Alemanha); The Kurrier e Tiroler Tageszeitung (Áustria); New York Times e Washington Post (EUA) e La Nación (Argentina).

 

O reconhecimento internacional motivou também convites para o desenvolvimento de projetos comissionados fora do Brasil, como foi o caso de Maracanã, especialmente encomendado pela FIFA para a Copa do Mundo 2006 (e posteriormente incorporado ao repertório da cia sob o título de Dínamo), e Ovo, de 2009, uma colaboração de Colker com o Cirque du Soleil. E despertou o interesse de corpos de baile estrangeiros em levar à cena peças do repertório da companhia brasileira de dança – como acaba de fazer o Ballet de l’Opéra National du Rhin, que em novembro de 2014 estreou, sob a direção da própria Deborah Colker, sua montagem de .

 

Em 2016, uma das maiores honrarias, uma coreografia de Deborah abriu as Olimpíadas do Rio 2016 mostrando um espetáculo visual representativo da energia do povo brasileiro. Espetáculo este que também incluía elementos icônicos de trabalhos da companhia como as produções Vero, Velox, Mix, Rota e Nó.

 

Da física do movimento ao balé narrativo

 

Depois de um longo período de investigação em torno das forças que regem o movimento, gênese da dança, e do desenvolvimento de uma gramática cênica que se apropria de movimentos oriundos de outras práticas do corpo, como a moda e os esportes, e incorpora o gesto, síntese do movimento, como elemento de expressão coreográfica, a Cia Deborah Colker inaugura com Nó – criação de 2005 que fez sua estreia mundial no Tanzfestival Movimentos, em Wolfsburg, Alemanha – uma busca da dramaturgia e de uma forma de aliar suas inquietações em torno da relação espaço-movimento à reflexão de questões humanas universais. Uma busca que desemboca na retomada do balé narrativo com Tatyana, de 2011, adaptação de um clássico da literatura ocidental – Evguêni Oniéguin, romance em versos publicado em 1832 por Aleksandr Púchkin, tido como o pai da literatura russa.

 

Livremente inspirado em , do escritor franco argentino Joseph Kessel, , de 2014, segue nesta mesma trilha.

Com Cão Sem Plumas, em 2017, a companhia parte para uma nova relação com as palavras, a poesia de João Cabral de Melo Neto. E confirma estar sempre em transformação.

 

Cão Sem Plumas ganhou em 2018 o Prix Benois de la Danse, no Teatro Bolshoi, em Moscou, como melhor espetáculo do ano.

PRÊMIOS

 

JORNAL O GLOBO
Os melhores de 1995 na dança – VELOX
 
JORNAL DO BRASIL
Os melhores de 1995 na dança – VELOX
 
JORNAL O GLOBO
Melhor espetáculo de dança de 1997 – ROTA
 
PRÊMIO MINISTÉRIO DA CULTURA
Troféu Mambembe de 1997 – ROTA
 
JORNAL DO BRASIL
Melhores espetáculos de dança 1999 – CASA
 
PRÊMIO RIO DANÇA 1999
Melhor figurino, cenografia e iluminação – CASA
 
LAURENCE OLIVIER AWARDS 2001 (Grã-Bretanha)
Coreografia do espetáculo – MIX
BENOIS DE LA DANSE 2018 (Rússia)
Melhor coreografia do espetáculo – Cão Sem Plumas

 

 

A Petrobras é patrocinadora da Companhia de Dança Deborah Colker desde 1995.

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