DÍNAMO

Dínamo, da Companhia de Dança Deborah Colker une dois trabalhos de energia: Velox, e Dínamo.

  

Em 1995, um ano após criar sua companhia no Rio de Janeiro,  Deborah Colker verteu parede em palco e colocou seus bailarinos para desafiar as leis da física.

 

“Juntar esses dois espetáculos é uma forma de fechar um ciclo que une esporte e dança no que existe em comum entre eles: a energia, o desafio, a superação através do corpo. São as duas, linguagens universais”, explica Deborah, sempre empenhada em explorar as capacidades infinitas do corpo e do movimento.

 

Montado na Europa a convite da Fifa, com oito  brasileiros e oito estrangeiros em cena, Dínamo chegou ao Rio encarnado nos 18 bailarinos da companhia carioca, para entrar no repertório do grupo.  “Somos uma companhia de repertório. Por isso montamos Velox novamente”, conta Deborah, que atua nessa primeira parte do programa.

 

Em seguida, com Dínamo, entra em campo o universo do futebol. Está em foco, antes de tudo, o jogo: suas táticas, sua ginga, a paixão. Uma pelada, o ritmo mecânico do totó, os lances, o duelo, o drible. O jogo pode ser do corpo ou do coração.

 

A trilha sonora de Dínamo é assinada por Berna Ceppas e Sérgio Mekler, que reeditam a parceria de uma década atrás, realizada em Velox. O espírito volta a ser o mesmo: mescla de sonoridades e estilos, colagens, sobreposições. Se em Velox a dupla uniu toques de candomblé e guitarras elétricas, em Dínamo fazem casar em harmonia Villa-Lobos e um pout-pourri do funk carioca, contando com a participação, na criação da trilha, de Alexandre Kassin.

 

O cenário é de Gringo Cardia. Nada é realista. Estão presentes no palco apenas sugestões de um campo, com cores vivas e assimetria.  Se em Velox a parede vertical subverteu o espaço cênico, em Dínamo ela evoca um fundo infinito, levando a cena à extensão máxima.

 

No espetáculo, a bola está longe de ser a protagonista. Mas está ali. Cruzando o palco,  interagindo com bailarinos, encarnando a paixão. Pode ser também a extensão do próprio corpo. O figurino, de O Estúdio, mistura uniformes antigos, contemporâneos ou minimalistas.  Dentro deles, homens podem ser bailarinos, atletas, acrobatas, podem ser bolas, podem até voar.

 

Pode ter quem enxergue em cena uma barreira armada, a atuação de um juiz; um puxão de camisa em campo pode ser também uma briga de amor.

Mas é certo que estará ali o que existe em todo jogo: a surpresa.  

 

 

FICHA TÉCNICA

Criação, direção e coreografia: Deborah Colker

Direção de arte e cenografia: Gringo Cardia

Figurino: Yamê Reis (Velox), O Estúdio (Dínamo)

Trilha Sonora: Berna Ceppas, Sérgio Mekler e Alexandre Kassin

Iluminação: Jorginho de Carvalho. 

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