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JOÃO CABRAL DE MELO NETO

João Cabral nasceu em 9 de janeiro de 1920, no Recife, cuja região central é cortada pelo Capibaribe. Tinha entre os primos Manuel Bandeira e Gilberto Freyre. A família possuía riqueza derivada da cana-de-açúcar. Ele passou a infância nos engenhos de Poço do Aleixo, Pacoval e Dois Irmãos.

 

Era um poeta do rigor. Afirmava que poesia é construção, composição. Sempre rejeitou a arte confessional e os sentimentalismos. Buscava a razão do leitor mais do que a emoção – o que não impede que seus versos sejam comoventes. “O mundo interior para mim é fonte de tormento, acho uma chatice”, disse, já no fim da vida.

O cão sem plumas é dedicado a Joaquim Cardoso, “poeta do Capibaribe” e notório engenheiro calculista, tendo trabalhado, por exemplo, em alguns dos principais projetos de Oscar Niemeyer. A admiração diz bastante sobre João Cabral, que também foi influenciado pela arquitetura moderna e precisa de Le Corbusier.

Por causa da carreira diplomática, João Cabral passou boa parte de sua vida no exterior: Barcelona, Sevilha, Marselha, Madri, Genebra, Berna, Dacar, Quito, Tegucigalpa, Porto. Sua obra ficou especialmente marcada pela Espanha, sobretudo por Sevilha. Tornou-se amigo do pintor Joan Miró, sobre quem escreveu importante ensaio, e do poeta e artista plástico Joan Brossa.

Teve a vida coberta de prêmios e honrarias. Recebeu condecorações em vários países. Integrou as Academias Pernambucana e Brasileira de Letras. Mas nunca deixou de ser um artista recolhido, pouco afeito a promoções, badalações e entrevistas.

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