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GRINGO

CARDIA

Gringo Cardia considera O cão sem plumas um “filme-dança” ou um “filme em 3D em que não é preciso usar óculos”.

        

A opinião já teria peso se Gringo fosse o cenógrafo e diretor de arte do espetáculo. Mas ele é mais: está com Deborah desde os trabalhos no teatro e na Intrépida Trupe, sendo seu mais constante parceiro de criação. De Vulcão (1994) até a nova produção, participou de todas as realizações da companhia – e também de Ovo, o espetáculo concebido para o Cirque du Soleil.

        

“Deborah sempre trabalhou com tecnologia. Agora teve de se aprofundar na terra, em algo mais orgânico, teve de se entranhar no Brasil”, diz Gringo, que participou da jornada de 2016 em Pernambuco.

        

Para ele, o filme significa 50% da cenografia. O desafio foi contribuir para que as imagens da tela transbordassem para o palco, estabelecendo diálogos com o balé.

O uso da lama no filme e da pintura na pele dos bailarinos constitui um elemento. Outro são as cores terrosas dos figurinos e da cenografia, compondo um resultado que ele aponta como monocromático, apesar das variações de intensidade.

        

As caixas que estão entre os poucos elementos cenográficos do espetáculo representam a intenção do trabalho de Gringo e Deborah desde sempre, para eles o cenário não é decorativo, é interativo. “Ele funciona como mais um bailarino”, afirma Gringo, que já trabalhou, em diversas funções, com Maria Bethânia, Chico Buarque, Bia Lessa e incontáveis outros artistas, consagrando-se em todas as áreas em que atua.

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